indie, indie pop/lo fi, spoken word


aqueles com ritmo irritante de esqueleto desgostoso para além de uma coluna térrea


ficamos em casa e bebemos cerveja fazem-se pequenos filmes no sentido criativo de que se gosta do que se está a fazer e depois é tudo automático escreve-se como quem pensa e vê-se dois putos a correr é a documentação da cena o ambiente era por pouco dinheiro do processo intuitivo em solo comum a selvajaria a que nos expõem porque as carteiras estão mesmo ali ser da trupe antiga deixar mensagem no atendedor de chamadas - estás a cantar no nosso album não tive de apresentar tratamentos nada de boleias a estrada sessenta e nove é do tommy e ele está no mato no mato pá! bolas. é um rapazolas muito excitado todos o divinizamos para o tornar mais estruturado afogar a frustração o gajo estava fodido desculpa lá


era uma iula que estava fula com a actual palidez dos gargalos l'automne des prix comme l'enfant et les sortilèges não sei vou-me embora quando não estás cá por mim eu vou-me embora quando tu és convulsão sou belga e comando quando as coisas me parecem mais claras vou-me embora passa-se a noite a beber febre no papel é uma tristeza "uma nulidade" como diz o cão as caricas da tua aldeia são melhores e maiores que as caricas da minha aldeia acabaram-se as estações e os vícios a cambalear cambalevar-me daqui para fora


Jaime Semente


Fans

Jaime Fere Iuri Semente

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um conjunto de coisas complexas que caracterizam aleatoriamente as pessoas

o advogado faz muitas vezes teatro
na tradição de olheiras
óculos apáticos
casos

enfim
transparência do nosso sistema
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um bandido de asas curtas
sussurra à pistola de papel vegetal
- é proibido engarrafar o amor

as ovelhas
trá-las o lápis pela trela
o sol cospe pó
a lua despe-se
o globo terrestre
que no meu quarto ilumina as paredes
deambula sobre os suspiros
de mil povos

sem cessar
a erva cresce
sobre as suas ideias
frágeis
matemáticas que oprimem
a delicadeza dos dedos

porque a minha pele grita
pela a tua

History

o ar isola lá em cima. e não há vapor que lhe baste para um baile qualquer pontual (que deverá acontecer com um intervalo de uma qualquer fórmula dadaísta invertida).

fui à rua. à tasca. tencionava ficar lá a beber e a escrever mas grupos vários de homens estavam a ver futebol na televisão. como não gosto de homens crescidos nem do resto, comprei uma de litro e voltei para casa.
dia sem cor. as lojas fecham-se e apressam-se por chegar ao ninho-ruína. o senhor da loja de animais em miniatura apaga a luz e pensa em vinho espirituoso ou, que sabe ele ainda...

vivo os dias de improviso. bebo, fumo, para enganar a ausência de(os) sentido(s). esqueço-me de respirar. corto os cabelos e é-me inevitável pensar na entropia interior à minha cabeça. ou deixá-la pensar por mim.
queria dar os meus cabelos, as minhas unhas, os meus espirros. queria que alguém mos guardasse numa caixa de cartão azulado, para que os meus sonhos soubessem compensar a dor que já não sei pintar nos olhos.
"Sombras a Repetir os Dias"  
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